sexta-feira, 12 de maio de 2017

LANÇAMENTO DO PROJETO VIAGEM POR UMA HISTÓRIA COMPRIDA

Nessa última segunda-feira dia 08/05/2017 aconteceu o lançamento do Projeto Viagem por uma História Comprida na Escola Estadual Reitor Miguel Calmon no bairro Ponto Parada. Contamos com a presença da turma do 6º ano Vespertino A e no período de 3 horas e meia, trocamos conhecimento com relação a História e Cultura da nossa cidade através da Mediação Patrimonial e das Ações Educacionais, com a Oficina "Mito da Origem": A arte (teatral) como expressão da nossa História/ Memória e Identidade, ministrada pela historiadora Tamires Costa. A participação da turma foi bastante satisfatória e ao final os grupos apresentaram um pequena amostra do conhecimento adquirido naquela tarde através de uma breve apresentação, os assuntos abordados pelas equipes foram: Luta pelas terras entre indígenas e portugueses, a cultura da Comunidade Palmares e Pitanga do Palmares, a escravidão  e o Tanque do Coronel. 
Neste primeiro momento, o contato com os alunos foi de suma importância para entendermos a necessidade de mais atividades destas que tragam ao universo das escolas um pouco mais do Patrimônio Histórico e Cultural da nossa cidade. Acreditamos que tanto, os alunos como os professores que acompanharam as atividades serão multiplicadores desta História. 

Equipe de Educadores Patrimoniais e Monitores (da esquerda para direita Lorna Glenda,
Tamires Costa, Marilane Santana, Jadson Santos e Tanise Andrade).

Turma 6º ano da Escola Estadual Reitor Miguel Calmon

Mediação Patrimonial com Ana Cláudia Lopes 

Oficina com Tamires Costa 

Momento final da Oficina. 

sexta-feira, 28 de abril de 2017

TANQUE DO CORONEL E SUAS CURIOSIDADES

No século XIX o Engenho de Água Comprida pertencia a tradicional família baiana, os Teive e Argolo e suas origens remontam aos primórdios da colonização brasileira. João de Teive e Argolo e Ana Cypreste de Pina e Mello de Teive e Argolo casaram-se e após a morte de seu esposo, seu filho João de Teive e Argolo passou a administrar suas propriedades. Este se casou com Leonor Maria Pires de Aragão Bulcão, filha de uma importante família aristocrática baiana (SILVA, 2017).  O engenho de Água Comprida ficava na Freguesia de São Miguel do Cotegipe, hoje Simões Filho, e junto com a Freguesia de Pirajá, Iguape, as Vilas de São Francisco e Santo Amaro constituía os principais centros de produção açucareira no Recôncavo.

O Tanque do Coronel hoje pertencente à região do Cia II (em Simões Filho) é uma localidade rodeada de lendas. Consta segundo a população local que o manancial é mal assombrado e a noite é fácil ouvir ladainhas, gemidos de dor e choros. Tudo isso por conta de um Coronel que usava de violência com seus escravos. Amarrava-os a um pelourinho e ali os cativos sofriam as maiores violências. Em entrevista com o morador do bairro, residente no mesmo a mais de 26 anos e pescador; há alguns anos atrás mergulhadores verificaram que existiam ainda correntes no fundo do Tanque. O local ainda conta com a história de pessoas que ao entrarem para se banhar saíram de lá loucas, sem falar nos inúmeros afogamentos que já foram presenciados ali, e, que a população delega a culpa aos acontecimentos sobrenaturais que rodeiam o local.
Imagem do Tanque do Coronel-  por Bárbara Nogueira.

O final do século XIX as questões em torno do fim da escravidão já pairava sobre as províncias brasileiras.  As leis em torno das proibições da escravatura iniciam-se em 1850 com a Lei Eusébio de Queiróz. Essa lei proibia o tráfico de escravos para o Brasil. No entanto, o número de cativos que entraram no Brasil depois de 1850 aumentou consideravelmente, formando assim o tráfico ilegal.  Depois teve a Lei do Ventre Livre no ano de 1871, considerada a primeira Lei abolicionista do Brasil, onde os filhos dos cativos após a promulgação da mesma nasceriam livres. Porém, o liberto deveria permanecer trabalhando para o senhor até os 21 anos de idade. A lei dos Sexagenários promulgada em 1885 dava liberdade aos escravos com mais de 65 anos de idade. Uma lei formulada para uma realidade que não existia, pois os escravos tinham expectativa de vida de até 40 anos. 
Os anos entre 1870 a 1880 foram marcantes pela organização de instituições abolicionistas, como: Sociedade Libertadora Sete de Setembro e a Sociedade Libertadora Baiana, tendo como principal liderança o Eduardo Carigé.  Eduardo Carigé vai acusar João de Teive e Argolo de assassinato por ter batido no seu escravo Damião com um “porrete” e o mesmo ter ido a óbito. Carigé soube desta informação através do crioulo Damião, escravo fugido do Engenho Água Comprida, após ter levado 300 “palmadas”, sendo 200 em uma quarta-feira aplicadas pelo feitor Procópio e 100 restantes na sexta-feira pelo metedor de fogo Rafael, ambos escravos, os motivos pelo castigo seria a cauda cortada de um boi que segundo Silvestre tinha sido causado por um cachorro. Segundo Silvestre Damião apesar de 24 anos de idade quando faleceu, sofria constantemente de cansaço e por isso não conseguia ter habilidade no trabalho como os outros, chateado com isso Teive e Argolo teria dado umas cacetadas no escravo, usando um porrete que o mesmo sempre trazia a mãos, provocando os ferimentos que o levaram a óbito.
Desenho que representa a história contada pela população local.
Desenho de Alessandro Couto Maia.

 Silvestre após fugir procurou Carigé e contou que João de Teive e Argolo “senhor moço” estava acostumado a castigar os escravos do engenho, fato que era de conhecimento de sua mãe ao qual durante diversas vezes presenciou os feitos sem dizer absolutamente nada (SILVA, 2017).  Além de Silvestre, os escravos Tibúrcio e Teotônio, ambos carreiros, haviam sido também castigados por demorarem com o carro no mato. O escravo Teotônio pertencia ao tio de João, Miguel de Teive e Argolo dono do Engenho Novo de São João, porém estava alugado.  Maus tratos no final do século XIX eram atitudes senhoriais que vinham sendo condenadas frequentemente, principalmente com a veiculação constante que se fazia destes acontecimentos no jornal abolicionista Gazeta da Bahia. Foi utilizando deste argumento que Carigé acusou João de Argolo e Teive de assassino, tentando chegar a um acordo com o senhor para a liberação da alforria do cativo, porém sem sucesso.
No entanto, a versão de Silvestre não teve confirmação. Pois, intimados a depor como informantes vários escravos do engenho de Água Comprida, como: Vicente, Tibúrcio, Teotônio, Eufêmia, Paulino, Romana, Guilherme (este último, seu irmão) e o liberto Sinfrônio negaram a acusação, afirmando que nunca ouviram falar de assassinato e Damião vivia doente e morrera de cansaço. Agregados moradores ou trabalhadores do engenho também confirmaram essas acusações. Assim como o proprietário Manoel Pereira da Rocha, de 82 anos, morador na Fazenda Dambé, o lavrador Bento de Oliveira, de 62 anos, o mestre de açúcar Manoel Joaquim Barbosa, de 70 anos, e o oficial de carpina Manoel Paulo da Costa. Todos eles também atestaram a boa conduta de João de Teive e Argolo no tratamento dos escravos, confirmando que no engenho existia uma enfermaria com a enfermeira Eufêmia que cuidava dos doentes na ausência do médico (SILVA, 2017). Em depoimento João de Teive e Argolo, afirmou que quando assumiu a administração do engenho de sua mãe já encontrou o escravo Damião inválido pela gravidade da moléstia de inflamação geral que o escravo sofria, e mediante as orientações médicas dadas por seu primo, o Dr. José de Teive e Argolo (falecido em 1879), empenhou-se em tratar de Damião, tendo inclusive encarregado outro escravo mais velho de fiscalizar se este estava tomando o preparado de ferro que lhe fora receitado. Entretanto, mesmo com estes cuidados o escravo vivia constantemente doente, e por isso veio repentinamente a falecer.
Desta forma, não existindo qualquer pista ou contradição nos depoimentos prestados, o delegado Antônio José Marques concluiu o inquérito julgando improcedente a denúncia feita pela Libertadora Bahiana. E o suposto crime cometido em 1874 nunca veio à tona, embora tenha ficado na memória dos cativos dali (SILVA, 2017). Acreditamos que através da oralidade que esta história foi se mantendo viva até os dias de hoje na História Local dos moradores de Simões Filho. Desta forma, Tanque do Coronel que é ponto de entretenimento da população simõesfilhense, também, faz parte da Cultura da cidade, como um patrimônio imaterial.


Ana Cláudia Lopes
Licenciada em História pela UFRB


Referência:

ALBUQUERQUE, Wlamyra R. de. O jogo da dissimulação: abolição e cidadania negra do Brasil; Wlamyra R. de Albuquerque- São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
HORA, Antônio Apolinário da. História Comprida/ Antônio Apolinário da Hora.- Simões Filho: Secretária de Cultura e Desportos, 2005.  
MATTOSO, Kátia M. de Queirós. Ser escravo no Brasil / Kátia M. de Queirós Mattoso: tradução James Amado.— São Paulo: Brasiliense, 2003. 
SILVA, Ricardo Tadeu Caires. CAMINHOS E DESCAMINHOS DA ABOLIÇÃO: ESCRAVOS, SENHORES E DIREITOS NAS ÚLTIMAS DÉCADAS DA ESCRAVIDÃO (BAHIA, 1850-1888). Dissertação (mestrado) – UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ- UFPR - SETOR DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA. Curitiba, 2017.

 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

CRONOGRAMA DE ATIVIDADE NAS ESCOLAS

No mês de maio de 2017 iniciam-se a Exposição Itinerante juntamente com as oficinas temáticas  nas Escolas de Simões Filho. As atividades serão realizadas com turmas do Fundamental II. Nelas abordaremos além da História dos pontos, analisados e já relatados aqui, trataremos de questões em torno da Identidade Coletiva e Pessoal, História e Memória, Patrimônio, História Local, História Oral, Bens Culturais e Educação Patrimonial. 



MAIO 2017

Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Sábado

Manhã/
Tarde
08
Lançamento/
Escola Estadual Reitor Miguel Calmon
09
Escola Estadual Regina Simões .
10





Manhã/ Tarde
15
Escola Estadual Polivalente

17
Remarcado 
Escola Estadual Hermes Miranda



Manhã/
Tarde
22
Centro Educacional Santo Antônio
23
Escola Estadual Berlindo Mamede
24
Escola Estadual Hermes Miranda



VISITA TÉCNICA E REUNIÃO COM A EQUIPE

No último dia 25 de abril mais uma etapa da pré-produção do projeto Viagem por uma História Comprida aconteceu, através de uma visita técnica por alguns pontos de Simões Filho, como: Centro de Simões Filho (Antigo terras do Engenho Novo), Cia II e Cia I (Antiga terra do Engenho de Água Comprida), Mapele (Estação de Mapele), Aratu (Ruína do Casarão dos Magalhães e Usina Aratu). Assim como, uma reunião de preparação para monitores e mediadores patrimoniais (oficineiros), ministrado por Cláudia Lopes. Tendo a presença de Bárbara Nogueira ( pesquisadora que deu apoio a Tâmara Soledade) trazendo para o grupo suas experiências no caminho da pesquisa. Esse momento foi de grande importância, pois o grupo conseguiu entender a complexidade e a grandiosidade da História Local, além da troca de experiências e conhecimento patrimonial, histórico e pedagógico. A atividade contou com a presença de Esmeralda Borges (Proponente), Mary Santana, Tanise Andrade (monitoras) e Eliane Araújo, Jadson Santos, Rodrigo Paixão e Tamires Costa (oficineiros), Lorna Lunière (Assessoria de Imprensa).  Essa atividade somou de forma positiva ao processo de pré-produção, pois foi um momento final para que cada participante pudesse tirar suas dúvidas e entender sua real importância para o desenvolvimento do projeto nesta nova etapa que a partir de maio do ano corrente acontecerá nas escolas da cidade. 

segunda-feira, 20 de março de 2017

Roteiro Viagem por Uma História Comprida


Ruínas da Igreja de São Miguel de Cotegipe- Dambe


 1. Cotegipe: A região de Cotegipe fazia parte da sesmaria doada pelo rei de Portugal a Sebastião Alves (conhecido como João Velosa). Nelas, João Velosa teve seu engenho queimado pelos indígenas. Consta que a família de Sebastião Alves, durante quase cem anos, defendeu essas terras das investidas dos inimigos dos portugueses, principalmente os holandeses, até a sua venda para Antônio da Rocha Pita, cuja família manteve a posse por 240 anos.  Cotegipe ia desde o Rio Joanes até o Rio Macaco e a Passagem dos Teixeiras. 



Casarão da Usina Aratu







2. Aratu: Por anos Aratu teve uma grande importância na indústria de açúcar. No ano de 1896 foi fundada a usina Aratu, sendo propriedade da firma Moraes e Cia  e depois da empresa Magalhães. Da sua produção dependiam os Engenhos de Mapele e Cotegipe. Exportava seus produtos pela estrada de ferro da Bahia ao São Francisco e também pela via marítima, através da baía de Aratu e baía de todos os santos. Ficava localizada a dezoito quilômetros da capital da Bahia, exatamente vizinha à estrada de ferro da Bahia a Alagoinhas.


Túnel da Ferrovia de Mapele- 1860
                                                         
                                                                           3. Mapele: Mapele foi uma localidade importante tanto para o distrito de Água Comprida como para o Estado da Bahia, devido à sua posição geográfica nos séculos XIX e XX. Anteriormente, no período compreendido pelos séculos XVII e XVIII, existia em suas terras plantação de cana para produção de açúcar, no Engenho Mapele. Já no século XIX, a região foi ocupada por usinas que produziam o açúcar mascavo. No período em que Água Comprida era distrito de Salvador, Mapele era ponto de veraneio da capital baiana. 
Ruínas da Estação de Mapele- 2017

Tanque do Coronel 

4. Tanque do Coronel: Localizado no bairro do Cia II na região central em Simões Filho. Esse bairro surgiu da habitação popular construída pela URBIS para abrigar trabalhadores do Centro Industrial de Aratu. Antigamente, Simões Filho era conhecida como Freguesia de São Miguel de Cotegipe, e nesta localidade ficava o Engenho Água Cumprida pertencente à família Teive e Argolo, uma das tradicionais famílias baianas presente desde os primórdios da colonização portuguesa na América.



Comunidade Quilombola de Pitanga de Palmares

5. Pitanga de Palmares:  Localidade que está entre os limites de Simões Filho e Camaçari. Em 2005, recebeu o título da Fundação Palmares, Ministério da Cultura, de comunidade remanescente quilombola. São descendentes de africanos escravizados, que mantêm tradições culturais, de subsistência e religiosas ao longo dos séculos. Assim como Pitanga de Palmares apenas Dandá também é reconhecida como Comunidade Tradicional pela Fundação Palmares. Trata-se de uma região marcada por forte influência da cultura afro-brasileira, sendo um local de referência na tradição cultural para a cidade de Simões Filho. 

Ana Cláudia Lopes
Licenciada em História pela UFRB

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017


Ruínas no Dambe- Ruínas da Igreja de São Miguel de Cotegipe. Região de Cotegipe.

O Inicio

 Viagem por uma História Comprida tem por objetivo divulgar a história desta cidade através de oficinas e mediações patrimoniais nas escolas da cidade. É importante sabermos que, Simões Filho tem sua história datada de 1599 quando brigas ocorreram entre portugueses e holandeses pelas posses destas terras. Essa guerra durou anos,até o  século XVII com a derrota dos holandeses.
O primeiro nome dado a essas terras foi Cotegipe. Inicialmente nelas habitavam os indígenas de etnia Tapuia. Depois, Cotegipe foi batizada pelos holandeses como Água Comprida devido ao número de rios, lagos, nascente e principalmente pela Baía de Aratu que adentrava a terra. Permaneceu esse nome até sua emancipação em 1961.
As terras que hoje fazem parte do município de Simões Filho foram doações de Sesmaria a Sebastião Alves (conhecido como João de Velosa) até a venda a Antônio da Rocha Pita. O Engenho de Matoim manteve-se, durante mais de um século no poder e gerência da mesma família. O engenho sobreviveu até os anos de 1899 quando moeu a última safra. Com a decadência da economia açucareira apenas usinas em Aratu e Santo Antônio funcionaram até os anos de 1930. 
Simões Filho sempre foi um ponto de comunicação importante para a capitania e depois província da Bahia. Era pela Estrada Geral do Sertão que passavam as grandes mercadorias em direção ao interior. Inicialmente pela Estrada Real e depois da construção da ferrovia, a cidade passou a ter um importante triângulo ferroviário que vinha do Norte e Nordeste, com destino a Salvador, partindo de Mapele, cortando o Recôncavo baiano, ligando-se às ferrovias do Sudeste do País. Em Mapele havia uma grande concentração de passageiros e cargas.
Quando idealizamos este projeto eu (ex-estudante de escolas municipal e estadual da Cidade) e minha prima (historiadora formada e ex-professora desta Cidade) pensamos em um projeto que levasse às escolas um pouco da cultura e da história de Simões Filho, com recursos que tornassem esse conhecimento atrativo. 
Nosso objetivo é resgatar a história da cidade de Simões Filho através da memória de locais emblemáticos, realizando mediações patrimoniais e oficinas nas Escolas de Ensino Fundamental II na cidade. 
O nome do projeto é uma homenagem ao livro "História Comprida" de Antônio Apolinário da Hora. As ações educativas contam com o apoio de uma exposição itinerante nas escolas e cartilhas ilustrativa que abordam a História através dos pontos históricos da cidade. Assim, os estudantes de Simões Filho conhecerão um pedaço da nossa História e Cultura locais, valorizando o nosso patrimônio e fortalecendo a nossa identidade. Esperamos que esses alunos sejam multiplicadores de conhecimento. Que eles passem para outras pessoas  e que essas pessoas possam entender que Simões Filho não é apenas a cidade estatisticamente mais violenta do Brasil, mas que também é uma cidade que tem cultura e que tem uma história e que sua população pode se orgulhar  disso. E que os alunos possam solicitar que seus professores não só que lhe contem as Histórias de outros países, de outras cidades e/ou de outras pessoas, mas que lhes contem também as nossas histórias, as de nossas famílias, a cultura de nossa gente. 

Venham conhecer e divulgar essa nossa História!


Referência:

História Comprida, de Antônio Apolinário da Hora (2005).