No último dia (16 ) do mês de maio aconteceu na Câmara de Vereadores de Simões Filho a premiação "Eu Amo Minha Cidade' a primeira edição deste evento que deve como idealizador o professor e empreendedor cultural Lucas Rupiara com o apoio do vereador Vel. Foi com enorme satisfação que o projeto Viagem por uma História Comprida recebeu esse troféu, na figura de sua coordenadora Ana Cláudia Lopes, em reconhecimento ao trabalho prestado durante o ano de 2017 a cidade, nas escolas municipais, estaduais e no instituto federal em Simões Filho. Um dos objetivos específicos do projeto era reavivar ao povo simõesfilhense na figura dos alunos do Fundamental II e Ensino Médio nas escolas que atuamos, uma noção de pertencimento e identificação com a cidade. E receber essa premiação como resultado disso foi de uma grande emoção e alegria. Além da premiação a coordenadora Ana Cláudia Lopes também palestrou no evento falando sobre a História de Simões Filho do período pré-colonial até os dias atuais. Lembrando o projeto Viagem por uma História Comprida em Simões foi contemplado pelo Edital Setorial de Patrimônio Cultural, Arquitetura e Urbanismo, tendo como TAC 279/2016. Teve início em janeiro de 2017 e término em dezembro de 2017. O objetivo principal foi apresentar aos estudantes das redes públicas e privadas do Município de Simões Filho através de oficinas e mediações patrimoniais um pedaço da História e Cultura local. Fazendo com que esses possam entender como a cidade foi constituída e um dia foi importante para o desenvolvimento e a comunicação da capital com o interior do país. Um projeto financiado pelo Governo do Estado através do Fundo de Cultura. #simoesfilho #ipac #secult #narrativaspatrimoniais.
quarta-feira, 23 de maio de 2018
domingo, 22 de abril de 2018
quarta-feira, 18 de abril de 2018
Cartilha Viagem por uma História Comprida
O projeto Viagem
por uma História Comprida tem a honrar de encerrar um ciclo de suas atividades com
a distribuição das Cartilhas que tem como título, o mesmo nome do projeto, Viagem
por uma História Comprida. Essas cartilhas foram desenvolvidas através
de pesquisa primárias e secundárias com a finalidade de ser mais um recurso
pedagógico para a construção do conhecimento dos estudantes dessa cidade sobre
a nossa história e cultura. Desta forma, foi através do incentivo financeiro do
Governo do Estado da Bahia através do Fundo de Cultura e das secretarias da Fazenda
e Cultura que todo esse trabalho pode ser desenvolvido no município. Contamos
com o apoio da Prefeitura Municipal na liberação das escolas para que
pudéssemos desenvolver nossas atividades. No ano de 2017 atuamos em 17 escolas,
sendo cinco estaduais e doze municipais. No ano de 2018 estamos nos planejando
para atuarmos em mais 9 escolas aquelas que não foram contempladas no ano
passado.
Esse projeto assim como, a cartilha abordam cinco pontos
da cidade antes da sua emancipação e que foram importantes para o
desenvolvimento histórico, político, econômico e cultural de Simões Filho.
Sendo eles; Aratu e sua baía de Aratu, Cotegipe e Ruínas do Dambe, Mapele e
Estação Ferroviária, Tanque do Coronel e Comunidade Pitanga de Palmares. Desta
forma, essa cartilha conta um pouco da História de cada um desses lugares e é
um convite para que mais pessoas busquem informações acerca da História e
Cultura dessa cidade.
Nessa primeira etapa de entrega estaremos levando as cartilhas para as escolas que receberam as mediações patrimoniais e as ações educativas.
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| Olha como ficou linda a cartilha! |
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Último passo do projeto |
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| Uma parte das embalagens |
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
II Encontro Re-Pensar o Recôncavo
No último dia (11) de dezembro a coordenadora Ana Cláudia Lopes e a mediadora Tanise Andrade participaram do II Encontro (Re)Pensar Recôncavo- Cultura, Turismo e Desenvolvimento- CAHL/ UFRB na cidade de Cachoeira. Apresentando o artigo "VIAGEM POR UMA HISTÓRIA COMPRIDA: divulgando o patrimônio histórico de Simões Filho nas Escolas Públicas." escrito por Ana Cláudia Lopes, Tanise Andrade e Eliane Araújo, no GT5- Patrimônio Histórico e Educação que teve como coordenadora: Patrícia Verônica Pereira dos Santos. Esse artigo foi pensado pelas mediadoras e oficineira após a conclusão das atividades do projeto Viagem por uma História Comprida em Simões Filho buscando analisar alguns pontos abordados no decorrer do projeto e também analisar as oficinas e participações das escolas envolvidas. Foi muito enriquecedor a participação no GT5 porque tivemos a oportunidade de divulgar o projeto e um pouco da História de Simões Filho.
terça-feira, 7 de novembro de 2017
SIMÕES FILHO 56 ANOS DE EMANCIPAÇÃO E 464 ANOS DE HISTÓRIA.
No ano de 1961, assim conta
Antônio Apolinário, cidadãos engajados politicamente com apoio de alguns deputados vinham
mobilizando os moradores de Água Comprida para o Plebiscito onde a população
resolveria se Água Comprida tornar-se-ia uma cidade ou permaneceria ligada a
Salvador como Distrito.
Desta forma, no dia 08
de novembro de 1961, Antônio Apolinário seguiu com Walter Tolentino no trem das sete horas em direção a Mapele para o encontro com lideranças locais. Após
esse encontro seguiram por via marítima até Passagem dos Teixeiras que ainda
pertencia a Água Comprida com o mesmo objetivo de conscientizar a população da
necessidade do Plebiscito com relação à emancipação. Após a conclusão do
trabalho naquele dia, os dois seguiam de volta ao Distrito de Água Comprida a
pé. No meio do caminho foram surpreendidos com uma notícia que vinha do serviço
de alto-falante Ypiranga que Água Comprida havia sido emancipada, sem precisar
passar pelo Plebiscito. Apolinário conta
que a cidade estava fervorosa e ali encontrou companheiros de luta como deputado
Padre Luiz Palmeira que foi um dos autores da Lei nº 1538 de 7 de novembro de
1961 que torna Água Comprida em município. Passando a se chamar Simões Filho em
homenagem ao deputado Ernesto Simões Filho, além de Noêmia Meirelles que também se encontrava em meio as comemorações na rua da nova cidade.
Contar essa passagem da
emancipação pelo olhar de Antônio Apolinário é importante porque mostra um
processo de luta e mobilização popular dos moradores de Água Comprida para
tornar aquele distrito em município. No entanto, iniciar esse texto com essa
passagem é intencional. Principalmente porque para muitos munícipes a história desta cidade inicia-se com essa passagem, como se o processo histórico que ocorreu nessas
terras antes da emancipação e toda mobilização pela emancipação apagasse a história anterior a esse fatos. E que se resumisse apenas aos últimos anos de independência política. Por que a história dessa cidade é contada com
essa ruptura histórica?
Os motivos ainda não sabemos, porém a história dessa
terra consta deste antes da descoberta do Brasil quando aqui viviam os indígenas e oficialmente após a doação da sesmaria a Sebastião Álvares no
ano de 1553. Desta forma, Simões Filho, cidade da região metropolitana, tem 56
anos de emancipada, no entanto, no século XVII, no ano de 1610 é construída a Igreja de São Miguel de
Cotegipe, que mais tarde se tornariam a Paróquia. E paralelo a isso funda-se a
Freguesia de São Miguel de Cotegipe na região onde hoje chamamos de Dambe no bairro de Cotegipe.
Essa denominação de
Freguesia dá uma configuração de unidade administrativa e religiosa. E torna a
localidade em freguesia rural de Salvador. Porque até então essa região não
pertencia a Salvador. Então dentro dessa perspectiva são 407 anos da História
de Simões Filho enquanto localidade.
Essas terras já se chamaram
Cotegipe, rio sinuoso ou caminho das cotias, nome indígena dado pela tribo de etnia
tupi que habitava essas terras antes da chegada dos portugueses. Depois passou
a se chamar Freguesia de São Miguel de Cotegipe no século XVII, já no século XX
passou a se chamar Água Comprida, no entanto a origem desse nome tem algumas versões
conta-se que no período da Invasão Holandesa no ano de 1627 os Holandeses se
referiam a essas terras como Água Comprida, por
ter sua essência assentada no braço do mar, também denominada no século XVII
por rio, pelo fato de adentrar a terra sendo assim batizada pelos holandeses. Outra
possibilidade seria do distrito de Água Comprida ter herdado o nome do Engenho
de Água Comprida propriedade da Família de Teive e Argolo sobre administração
de João de Teive e Argolo. No século XIX essa propriedade juntamente com o
Engenho Novo de propriedade do seu tio Miguel de Teive e Argolo formavam o que
hoje seria a região central dessa cidade e bairros como: Cia I, Cia II, Estrada
de Candeias, Ponto Parada, Paulo Souto, Km 25, Vida Nova, Tanque do Coronel,
entre outros. Ambas alternativas são hipóteses.
Também acredita-se que a localidade Água Comprida
será fruto do ramal ferroviário criado
com a linha Salvador- Juazeiro, inaugurada e 1860, via Alagoinhas.
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| Estação de Água Comprida em 1910. fonte: estaçõesferroviariasdobrasil.com.br |
Cotegipe
que era subdistrito de Salvador desde 1911, no ano de 1954 através da Lei 502, Salvador, a capital baiana, divide os
distritos em subdistritos e cria 5 novos distritos, onde Cotegipe perde seu
status de comunidade sede e transforma-se em subdistrito de Água Comprida. Estavam sobre o domínio territorial de Água
Comprida tanto Passagem dos Teixeiras e Matoim. O Matoim deixa de pertencer
a Água Comprida pelo Decreto de Lei 502, passando a fazer parte da região de Candeias. Como falamos no início do texto o ano
de 1961 é quando Água Comprida torna-se uma cidade e passa a se chamar Simões
Filho. Nesse período ainda estávamos ligados politicamente à região do
Recôncavo. No entanto, no ano de 1967,a região nordeste do Recôncavo irá se
reestruturar economicamente devido a atividade
petrolífera, petroquímica e industrial formando assim a Região Metropolitana de
Salvador- RMS, delimitada pelo Governo do Estado no ano citado
anteriormente, com a criação do Conselho
de Desenvolvimento do Recôncavo, e instituída em 1973 pelo Governo Militar, com
a criação de oito regiões metropolitanas no país.
Ainda no ano de
1967 é construído o porto e o Centro Industrial de Aratu com a captação de
recursos e incentivos fiscais do Banco do Nordeste e da SUDENE. No entanto, sem
um programa destinado a infraestrutura transporte, habitação, abastecimento, saúde,
educação, cultura e turismo muitos dos seus operários e técnicos passaram a
residir em Salvador. Pois nesse primeiro momento os maiores esforços em termo
de recursos foram para implantação das indústrias. Depois de emancipada Simões Filho será palco
do progresso industrial, no entanto, esse progresso só será notado fora do
centro urbano, pois a população permanecerá como antes. Devemos pensar a
História de Simões Filho como uma história cheia de rupturas, devido muitos fatos ainda não terem sido objetos de pesquisa. Permanecendo assim desconhecido para a maioria da população. No entanto, essa cidade precisa ser conhecida
pela sua história, pelo seu valor histórico tanto a nível local, estadual e
nacional.
Por isso que hoje 07 de novembro, nós do Projeto Viagem por uma História Comprida dedicamos essa homenagem a História desta cidade. Parabéns Simões Filho pelo seus 56 anos de emancipação e 464 anos de História.
Ana Cláudia Lopes
Licenciada em História pela UFRB
Pós-graduanda em Educação em Direitos Humanos pela
UFBA
Referência
AZEVEDO,
Paulo Ormindo. Recôncavo, da
Marginalização à Reintegração: Envolvente Multimodal ou By-Pass rodoviário?
A urbanização de Salvador em três tempos- colônia, império e república. Textos críticos
de ordem urbana/ Jaime Nascimento; Hugo Gama. (orgs.). Salvador: Instituto
Geográfico e Histórico da Bahia, 2011. 407-421p.
HORA,
Antônio Apolinário. História Comprida/ Antônio
Apolinário da Hora. – Simões Filho: Secretária de Cultura e Desportos, 2005.
Jornal o Município.
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
O que é o projeto Viagem por uma História Comprida
Vídeo abaixo explica um pouco o que foi o nosso projeto.
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